Assim que entrei em casa me deparei com uma menina
totalmente morta no meu sofa mudando a tv de canal sem nem prestar atenção no
que passava.
Eu – Nossa Ana o que aconteceu com a sua animação?
Ana – Vou ter que ir visitar a minha mãe. E isso acabou
comigo – Ela disse se sentando
Eu – Ué e por que? Ela é sua mãe Ana, pode não saber educar
filhos mais te colocou no mundo, te deu a vida.
Ana – É e eu acho que ela se arrepende amargamente de ter
feito isso.
Eu – Poxa Ana pelo ao menos vc tem uma, daria tudo para que
minha mãe estivesse viva, ela e o meu pai. Acho que vc deveria dar valor a isso
– Eu disse indo para conzinha colocar as coisas na mesa.
Ana – Desculpe lili, mas é porque ela não... Ah deixa pra
La... O que vc trouxe de comida? – Ela disse indo em direção a sacola e
abrindo-a – Nossa quanta comida boa.
Eu – É mais o cupcake é meu, só tinha um desculpe.
Ana – Tudo bem não gosto muito de cupcake.
Eu – Ah que horas vcs vão?
Ana – Paulo não falou mais ele disse que era pra eu ir o
mais rápido possível para casa. Deve ser por agora, mais agente vai de carro.
Então não precisa de pressa.
Eu – É verdade.
Comemos e logo Ana pegou suas coisas do quarto de hospedes e
foi para sua casa, não demorou muito para que ela viesse bater na porta da
minha casa para se despedir e junto com ela veio Paulo. Eles foram embora e eu
passei a tarde sem nada para fazer. Quando já era de noite fui fazer a minha
janta, o que era fácil já que era só eu em casa. Mais para minha infelicidade o
gás acabou no meio da minha obra de arte chamada macarrão.
Troquei de roupa e peguei a chave do meu carro, fui a
garagem e adentrei o veiculo, mais para a minha ‘sorte’ o carro estava sem
gasolina.
- Como pode ser?? AAArgh tenho que aprender a colocar
gasolina no carro.
Não é a primeira vez que isso acontece comigo, mais já é a
quarta. Se meu pai soubesse disso já teria me tirado o carro. Não pude fazer
como das outras vezes em que eu pegava o carro de Paulo dessa vez teria que ir
de pé já que eu não tinha o numero de onde compra.
Peguei o dinheiro e fui andando, mais cada passo o meu
coração acelerava estava escuro demais, me arrependi amargamente ao ver o que
eu teria que enfrentar, uma rua pequena e deserta mais ao longe vi
movimentação.
- Prefiro ficar com fome – Disse para mim mesma, mais acho
que eu já tinha sido vista e por alguém não muito confiável.
Comecei a fazer o caminho de volta mais uma certa pessoa me
segurou pelo braço.
Eu – Me solta seu louco, ME SOLTA. – Eu estava fazendo de
tudo para me soltar mais o ser só ria.
Xx – Vamos brincar um pouquinho menininha. – Ele me puxou
para a ruazinha, eu me soltei dele e comecei a correr, mais ele me alcançou de
novo, mas dessa vez não ria estava bravo.
Xx – Eu queria só brincar mais agora vc me deixou bravo –
Nessa hora ele me agarrou por trás, seu braço direito prendia minha cintura com
força me fazendo ficar no ar e sua mão esquerda tampava minha boca com força.
Eu me debatia ali,
sabia o que aquele cara queria, senti o cheiro de álcool e por mais uma vez me
arrependi amargamente da burrice de sair sozinha a noite.
Ele adentrou aquela rua escura e vazia, até chegar a um
ponto em que ele me jogou no chão com muita força o que me fez contorcer de
dor, mais antes que eu gritasse ele pulou em cima de mim, tirando a minha roupa
e me mordendo como se eu fosse comida.
Por um momento de descuido dele pude gritar mais logo ele
voltou a tampar minha boca.
Xx – Olha aqui garota eu só quero um pouquinho de emoção
nessa noite – Ele disse me encarando e vendo o meu estado de desespero, eu
estava desesperada.
Xx- Se vc não tivesse tentado fugir duas vezes talvez eu não
seria tão malvado agora.
Ele tornou a tirar minha roupa me prendendo com força contra
o chão, durante as coisas que o nojento fazia eu chorava tentava gritar, mas
nada adiantava não havia ninguém naquela rua ou próximo ali. Era o meu fim. Ele
estava se divertindo, enquanto eu sentia que iria morrer ali, era nojento o que
ele fazia comigo, ele chegou ao seu limite e se levantou minhas forças? Não
existia mais eu estava prestes a desmaiar, não me mexi pq não consegui, estava
machucada, completamente machucada.
Antes de sair, após vestir sua roupa ele olhou para mim e
disse – Obrigado – e saiu rindo.
Eu não sei por quanto tempo fiquei ali sozinha tentando me
levantar, mais para minha felicidade eu consegui me arrastar até a rua ao lado
aonde era mais movimentada, e para a minha tristeza não havia ninguém ali, nem
um simples carro. Eu fiquei ali em um canto gritando pedindo socorro, até
avistar um carro. Gritei com todas as minhas forças.
Eu – SOCOROO ME AJUADAAA POR FAVOR. – O carro parou e de La
saiu quem eu menos esperava.
Niall – Emily?? – Ele saiu de La correndo em minha direção.
E vendo meu estado certamente deduziu o que havia acontecido.
Eu – Ni.. Niall, me a-ajuda – Eu disse quase desmaiando. Ele
tirou seu moletom e colocou em mim com todo o cuidado, me pegou no colo e me
colocou no carro, fechou a porta e entrou pelo lado do motorista.
Niall – Vou te levar para o hospital – Ele disse ligando o
carro e me olhando preocupado.
Eu – Por favor, me leva para casa – Eu não tinha como
protestar, eu só queria minha casa eu odeio hospitais.
Niall – Não... Vc vai para o hospital agora, ele disse dando
a partida no carro e indo em direção ao hospital mais próximo.
Não demorei muito para apagar, já estava sem forças o
suficiente para manter meus olhos abertos.
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